What about you?

18 12 2011

Your smell
The way your skin touches mine
Your perfect smile
The sensation I feel when I run my fingers through your hair
Your eyes
The beatings of your heart when you holds me
The way you hold me with your arms around me
Your face when you just woke up
The way you dry yourself so methodically after taking a shower
Your funny and passionate laugh when you are really enjoying the moment
The way you make faces or weird sounds to make me laugh
When you said: “what happened? I know you…”
Your kiss
The way you yawns when you are sleepy
Your obsession for cleaning and organizing
Your voice out of tune when you sing
The way you speak into my ear
Your breathe on my neck
The way you eat everything with an excuse of “avoiding the waste”
When you bite my ear
The strong way you hold me against your body
The way your chest moves when you sleep
Your silhouette in the dark
When you use your glasses
The way your hair moves on the wind
The way you start to blink when you are tired
Your voice when you are saying sweet things
The way you nervously shake and cry when we fight
When you look at me with your eyes full of tears, after fighting
The way you hug me when we come along
When you look so undefended when you are afraid
Your body strength
The way you bite my chin
The way you act when you are scared
The way you bite your own lips when you are anxious our doing something else
How beautiful you are
When you say you love me.

 

You… You… You…

ALL ABOUT YOU!

 





Viagem

8 12 2011

Ele andou em silêncio, em direção ao escuro sufocante. O vento cortava seu rosto enquanto cada passo o guiava pelo gélido encanto da noite.
Respiração acelerada, mãos trêmulas, seu medo pairava sobre seu corpo, como uma áurea pesada em torno de si.

Cada centímetro de seu caminhar acompanhado de geladas gotas de lágrimas, não apenas de seu rosto, mas do céu, que também chorava. Será que a natureza contemplava sua dor? Será que seu estado de espírito se refletia no exterior?

A sombra das árvores, formada pela lua, se projetava sobre seu corpo e  a escuridão parecia beijar-lhe o rosto; a angústia de ter a noite como sua única companhia sufocou-lhe mais uma vez. Não sabia onde estava indo, contudo sabia que continuava seguindo. Quem sabe esse seria seu remédio? Quem sabe o desconhecido apagasse o seu pesar?

Embora soubesse que é impossível fugir da própria consciência, preferia iludir-se com a doce mentira que a fuga lhe causava. Quanto mais se aprofundava na floresta, mais rápidos seus passos se tornavam. E os olhos continuavam a arder, o choro incontido caia sobre sua face, misturando-se com as gotículas de chuva, como uma fonte se encontra com o oceano; embora a beleza desse encontro seja contemplada por muitos sonhadores, o vazio do encontro de suas lágrimas era observado apenas por seu espírito solitário… e pela noite, que parecia não lhe abandonar.

Esgotando sua força, deixou que seu corpo pesado caísse no chão. Quiçá ali fosse seu lugar. O que resta para alguém sem esperança? O que é melhor que o frio do chão molhado, encantado pela luz da lua, para um homem que não tem nada além da sua dor?

Deitado, em silêncio, perdeu-se nos fantasmas da sua mente, ilustrado por lembranças que lhe tiravam  o vigor e lhe arrastavam para aquela situação miserável.
O primeiro lhe dizia que não importava, nunca seria o suficiente. O que um homem medíocre poderia esperar da vida? Voltava a lhe assoprar nos ouvidos: “você nada pode, o muito que você tem ainda não é o suficiente”.
O segundo lhe arrebentou o coração em pedaços. Aliás, o que havia sobrado dele, que supunha ser nada. Ouvia-lhe dizer: “Amor? Sim, isso existe. Mas não para um tolo como você. Amor é reservado para pessoas bonitas, fortes, alegres. Você não é merecedor do amor. Ninguém lhe ama e nunca vai lhe amar. Todas as pessoas que já passaram pela sua vida sempre buscaram o que você podia oferecer e não procuravam você. Pode até se iludir, mas você nunca vai encontrar o amor.”

Sua mente vagava por frações da sua vida. Via diante de seus olhos as noites que passou em claro, trabalhando e não foi reconhecido. Passou por sua memória todas as lágrimas derramadas por amores incompreendidos, por relacionamentos interrompidos, por paixões não sustentadas. Girava sem controle pelo fluxo de lembranças que lhe queimavam a alma, fazendo-lhe ver que ele não era nada, apenas mais um homem sem importância no meio da multidão.

Recuperou-se dos devaneios, ainda deitado no chão. Viu acima de si o brilho das estrelas. O vento havia varrido a chuva e, para o seu deleite, um lençol de estrelas cobria-lhe a visão. Tentou levantar e, sem forças, caiu ao chão… Olhos fechados, com a mente inconsciente, parecia assistir de platéia sua vida sendo tirada de si. Sentiu sua alma elevar-se e – como se olhasse por outros olhos – viu seu corpo mórbido, abandonado. Abaixo de si, a grama que ainda estava molhada. O chão parecia representar seu fim. Observando ainda de longe, lembrou do céu que o presenteava com estrelas. Como um choque, viu que havia optado por dar-se por vencido, jogando-se ao chão, do que levantar seus braços e tentar capturar uma estrela.

Abriu os olhos! Consciente, agora, entendeu que aquela havia sido apenas uma viagem dentro do seu próprio coração.
Naquele momento, deitado na sua cama, em seu quarto, observou que ao seu lado repousava sua namorada, com quem brigara na noite anterior. Sentiu-se grato porque apesar de tudo, sabia que ali já encontrara o amor e conheceu-se ingrato por deixar que o pouco dos abalos da relação tomassem um lugar maior que o sentimento que os sustentava.  Banhado em lágrimas, compreendeu que o sentido da vida é buscar as estrelas, não esperar que elas caiam enquanto se mantém deitado no chão.





Pequeno verso

4 12 2011

Palavras cortadas,
Poesias incompletas,
Versos mudos,
Idiomas não compreendidos…

Tentei por tudo buscar a lógica do amor
e acabei por tatuar teu rosto no meu coração com tinta permanente.





Novamente

4 12 2011

Eu te amaria de novo como se não houvesse amanhã,
Te amaria como se isso fosse meu último suspiro,
Te tomaria em meus braços como se segurasse contra o meu peito os corações de dez mil apaixonados.
Sentiria tua pele na minha como um suspiro que corre pelo meu pescoço, arrepiando-me, inquietando-me com aquela sensação que só você consegue causar.
Eu seguraria tua mão como um pai segura a do seu filho, a quem ama acima de tudo…
Eu te olharia nos olhos e te assistiria em silêncio, enquanto decoro cada movimento teu, enquanto meu coração se acelera e minha alma se encanta com cada ritmo do teu respirar.
Eu sentiria de novo o vento cortando meu rosto enquanto esperaria horas só pra te ver por minutos, fazendo meu dia mais feliz apenas por ter visto o calor do teu sorriso, o fogo dos teus olhos.
Eu me arriscaria de novo no incerto só pra sentir a eletricidade apaixonante que emana da tua áurea.
Eu te cobriria de beijos mais de uma vez, respiraria na tua nunca, correria os dedos por cada fio do teu cabelo enquanto diria suavemente em teu ouvido o quanto eu te amo.
Eu te seguraria contra o meu peito e choraria de novo cada lágrima que já derramei por ti, porque mesmo que cada parte de mim doa como ácido corroendo meu corpo, prefiro a dor de sofrer por ti, do que a impossibilidade de respirar ao não te ter mais pra mim.
Eu atravessaria de novo continentes, abriria mão de sonhos, não me importaria que me julgassem idiota, fraco ou tolo, porque te ter me faz ter a certeza que existe magia. Ter a certeza de poder te ver desperta em mim o encanto que somente espíritos apaixonados podem entender.
Por você eu correria maratonas, desafiaria gigantes, enfrentaria meus medos. Por você eu enfrentaria a escuridão do desconhecido, a incerteza do campo futuro… Eu me apoiaria mais uma vez no teu abraço e pisaria em cada espinho no qual ja pisei…
Porque quando eu te vejo diante de mim, eu não me sinto mais perdido!
Por uma vida com você, eu abriria mão da eternidade
Por você eu deixaria meu coração ser arrebentado mil vezes…
Se preciso fosse, eu te amaria de novo por cada segundo que já te amei, mesmo sem ter a certeza que você também faria por mim…





Never healed

3 12 2011

I guess my heart has never been truly healed since that day when I looked into your eyes and I had seen the doubt filling your soul… Instead of embracing me, you completed me with emptiness and I was never able to open my heart completely, once again.
I have been through a lot of pain in my life, but my worst memory still lays on your frozen words: “I don’t know if I still love you”. Nothing compares to the pain I felt when I watched my heart breaking in pieces. Nothing hurts more than filling up your heart with love, giving it to someone you truly care about and seeing it being smashed, crushed, broken. Doubt kills, not the one who owns it, but the one who can’t feel loved by the person he loves the most!
It is awkward how life can be tricky! The same one who teaches you what love means is the one who makes you want to give up on love and to bear loneliness! And you wonder if you’ll ever be able to love again in the way you did before! You wonder if you’ll ever feel again the butterflies on your stomach only by the mention of you beloved’s name! You wonder if you’ll ever be brave enough to say “I love you” without fearing the pain of not being loved back againg!
And I still suffer… I think I wasn’t able to be myself and to keep a warm heart (which would believe in love above anything) since that day, when your empty eyes killed me inside.








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